Imagens militantes

representações da Revolução Francesa na pintura de Jacques-Louis David

  • Marcos Antonio de Menezes Universidade Federal de Jataí - UFJ
Palavras-chave: História, Representações, Política, França, Pintura

Resumo

A intenção neste estudo é valermo-nos das imagens como fonte historica e a partir da leitura de um conjunto delas, produzidas na França no período que vai de 1784 a 1793, ler algumas representações da Revolução Francesa de 1789. Pretendemos ler nas imagens certa intencionalidade em retratar o presente e propor uma ação que se dá no viés do político. Para tal, selecionamos quatro (4) pinturas de Jacques-Louis David (1748-1825), que, sob nossa ótica, são representativas dos acontecimentos do período mais revolucionário que a França, e talvez o mundo, já viveu. Todos temos claro que uma imagem (uma tela) pertence à outra categoria de objeto, diferente de um texto escrito e, portanto, exige um redobrado esforço metodológico para sua leitura. E é bom que se diga que nenhum objeto de investigação é portador de verdade total e é por tal motivo que os historiadores sempre estão a reclamar uma coleção de documentos ao seu redor quando se dispõem a pesquisar.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. A arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, Giulio Carlo. A arte moderna na Europa: de Hagarth a Picasso. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

BAUDELAIRE, Charles. Poesia e prosa: volume único. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1995.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BURKE, Peter. Testemunho ocular: história e imagens. Bauru, SP: EDUSC, 2004.

CARLA BORTOLINI. Os lictores trazem a Brutus os corpos de seus filhos. Disponível em: <http://carlabortoloni.blogspot.com.br/2011/05/mais-uma-de-david.html>. Acesso em: 29 dez. 2016.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1990.

CLARK. T. J. Modernismos: ensaios sobre política, história e teoria da arte. São Paulo: Cosac & Naify, 2007.

DOIS PENSAMENTOS. O juramento dos Horácios. Disponível em: <http://www.doispensamentos.com.br/site/?p=680>. Acesso em: 27 dez. 2016.

FISCHER, Ernest. A necessidade da arte. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 2002.

FRIEDLAENDER, Walter. De David a Delacroix. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.

GINZBURG, Carlo. Medo, reverência, terror: quatro ensaios de iconografia política. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

GOMBRICH, Ernst Hans. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

LESSING, Gotthold Ephraim. Laocoonte ou sobre as fronteiras da pintura e da poesia: com esclarecimentos ocasionais sobre diferentes pontos da história da arte antiga. São Paulo: Iluminuras, 1998.

MARX, Karl. O 18 Brumário e cartas a Kugelmam. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

STAROBISNSKI, Jean. 1789: os emblemas da razão. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

WIKIPÉDIA. A morte de Marat. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Morte_de_Marat>. Acesso em: 03 jan. 2017.

WIKIPÉDIA. O juramento do Jogo de Péla. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_do_Jogo_da_P%C3%A9la#/media/File:Le_Serment_du_Jeu_de_paume.jpg. Acesso em: 29 dez. 2016.

Publicado
2020-12-23
Como Citar
de Menezes, M. A. . (2020). Imagens militantes: representações da Revolução Francesa na pintura de Jacques-Louis David. Fênix - Revista De História E Estudos Culturais, 17(2), 298-319. https://doi.org/10.35355/revistafenix.v17i17.954