Chamadas de Dossiês
Chamada para Dossiê: História das Sensibilidades
Organizadores: Prof. Dr. Antonio de Pádua Bosi (Unioeste)
Prof. Dr. Lucas André Berno Kölln
Prazo para envio dos artigos: 01/12/2025 - 15/03/2026
O objetivo desse Dossiê é reunir artigos e ensaios originais que comuniquem reflexões e resultados de pesquisa relacionados à “História das Sensibilidades”.
O impulso decisivo para uma História das Sensibilidades e através das sensibilidades aconteceu nos anos 1960, a partir do declínio daquela velha fortaleza chamada estruturalismo e da ascensão de correntes historiográficas centradas na investigação das emoções humanas, de como foram vividas, expressas, reguladas e interpretadas em diferentes épocas e culturas. Antes disso, importantes obras abriram caminhos para tratar diferentes sensibilidades como objeto do estudo histórico. Demonstram isso “O Outono da Idade Média”, de Johan Huizinga, lançado em 1919, e “O problema da incredulidade”, de Lucien Febvre, publicado em 1942.
Aprendemos que as sensibilidades podem ser tomadas pela História como uma forma de conhecer experiências, costumes, mentalidades e culturas cuja produção e expressão não é universal nem decorre de raízes biológicas. As sensibilidades que interessam à História envolvem sentimentos e emoções como o medo, a sobriedade, a culpa, as lágrimas, a vergonha, o luto, a melancolia, os consensos e dissensos morais, o sobrenatural, o amor e seus desdobramentos em diferentes épocas. Como registrou Sandra Pesavento, as evidências das sensibilidades são sutis e difíceis de capturar porque, muitas vezes, expressam sentimentos e valores que não são os nossos. Elas podem ser encontradas em imagens, palavras, textos, sons, práticas, objetos. Elas se exprimem em ritos, leis, regras, hábitos, e falam do real e do imaginado, do conhecido e do desconhecido, do intuído, do pressentido e do inventado.
Orientados por tais pressupostos, e entendendo que esses objetos exigem correspondente sensibilidade historiográfica, serão bem-vindos textos que se voltem ao mapeamento e à análise histórica dos sentimentos e emoções em diferentes tempos, em chaves subjetivas e coletivas, e, igualmente, preocupadas em pensar teoricamente o tratamento das sensibilidades e temas correlatos.












